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Desemprego em 2025 é o menor da história

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) confirmou a tendência de queda do desemprego no Brasil desde 2022. Pelo segundo ano consecutivo, a taxa de desocupação atingiu o menor nível da série histórica iniciada em 2012 e fechou, pela primeira vez, abaixo dos 6%. O levantamento publicado, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a taxa recuou de 6,6% para 5,6% no fim do ano passado, na comparação com o período anterior. O resultado foi impulsionado pelo desempenho do trimestre encerrado em dezembro, quando o indicador recuou para 5,1%, com cerca de 5,5 milhões de pessoas em busca de trabalho nos últimos três meses do ano.

A população ocupada também atingiu recorde no ano passado, com 103 milhões de pessoas, ante 101,3 milhões em 2024. Outro indicador relevante da qualidade do mercado de trabalho, o nível de ocupação — proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — também alcançou patamar inédito, ao chegar a 59,1%. A estimativa anual da população subutilizada, que reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou que integram a força de trabalho potencial, caiu 10,8% em 2025 em relação a 2024, para 18,7 milhões de pessoas.

O número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada cresceu 2,8% em 2025 na comparação com 2024, alcançando 38,9 milhões de pessoas. Seguindo a tendência, o contingente de trabalhadores da iniciativa privada sem carteira assinada recuou 0,8% no mesmo período. Já o número de pessoas que trabalham por conta própria atingiu o maior nível da série histórica, com estimativa anual de 26,1 milhões, alta de 2,4% em relação ao ano anterior. Apesar desse avanço, a taxa anual de informalidade no mercado de trabalho brasileiro caiu de 39,0% em 2024 para 38,1% em 2025, refletindo o aumento do emprego formal ao longo do ano.

"É importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho", destaca a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. Segundo ela, a trajetória de queda da taxa de desocupação, em 2025, foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente, nas atividades de serviços.

Renda mais alta

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados foi estimado em R$ 3.560, o que representa um aumento de 5,7% — ou R$ 192 — em relação ao ano anterior. A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 361,7 bilhões em 2025, o maior valor da série histórica, com crescimento de 7,5%.

Na avaliação do CEO da MA7 Negócios, André Matos, o dado confirma o cenário de mercado de trabalho aquecido, com geração de vagas suficiente para sustentar renda e consumo, mesmo em um ambiente de juros mais altos. "Esse desempenho contrasta com a desaceleração do PIB ao longo do ano, efeito direto da Selic em 15%, que freou crédito e investimentos", destaca o especialista, que avalia que, mesmo assim, o aperto monetário não foi capaz de provocar deterioração relevante do mercado de trabalho, indicando uma economia mais resiliente do que em ciclos anteriores.

"Para os próximos meses, a tendência é de estabilidade do desemprego em patamar baixo. A perspectiva de cortes de juros em 2026 tende a dar algum suporte à atividade, reduzindo o risco de alta do desemprego. No cenário base, o emprego segue como um dos principais pilares da economia brasileira", completa Matos.

Crédito restrito

Para o CEO da Referência Capital, Pedro Ros, o menor desemprego da história mostra que o Brasil atravessou o ano com renda circulando e famílias relativamente protegidas no curto prazo, mesmo com juros elevados. "Para os próximos meses, a tendência é de ajuste e reorganização financeira: a Selic alta impõe disciplina, enquanto a expectativa de queda gradual muda a lógica das decisões. Em vez de consumo imediato, cresce a busca por previsibilidade, planejamento e estruturas patrimoniais capazes de atravessar o ciclo com mais estabilidade", avalia.

Para o mercado de crédito, Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, considera que o desemprego baixo é um dado-chave, por reduzir a volatilidade e melhorar a capacidade de pagamento ao longo das cadeias produtivas. "Para 2026, a Selic elevada mantém o crédito bancário restrito, o que tende a deslocar a demanda para estruturas mais sofisticadas. Nesse cenário, os FIDCs (fundos de investimento em direitos creditórios) ganham relevância ao oferecer alternativas com garantias e ativos subjacentes bem definidos, governança robusta e retorno compatível com um ambiente ainda desafiador do ponto de vista monetário", sugere o especialista.

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